Dizem por aí que adolescente não gosta de ler. Talvez nunca tenham conhecido nossos alunos.
Durante uma aula de oratória, um estudante do primeiro ano comentou Noites Brancas, de Dostoiévski. Leu duas vezes — por vontade própria — e ainda fez uma análise clara, destacando os trechos que mais o marcaram.
Comentou Dostoiévski. Com propriedade. E sem parecer que estava tentando impressionar.
A verdade? Eles leem. Só não fazem alarde. Talvez o problema não seja a juventude, mas quem insiste em subestimá-la.
